Por: Presbítero Marco Aurélio
Edição Digital: Muriel (izelliweb)
Imagine acordar com uma notícia que faz o seu coração parar por um segundo: “A igreja vai fechar as portas definitivamente.”
Foi exatamente isso que aconteceu com um jovem numa madrugada silenciosa. Ao ouvir o choro da mãe e a notícia do encerramento da sua congregação, ele viu-se paralisado. Mas o que mais o assustou não foi a porta trancada, foi a percepção do que ele tinha deixado de viver enquanto as portas ainda estavam abertas.
1. Frequentar um lugar vs. Viver o Corpo
Muitas vezes, a nossa rotina cristã resume-se a:
- Ocupar o mesmo banco todos os domingos.
- Cantar louvores conhecidos.
- Ouvir a pregação e ir embora.
O jovem da nossa história percebeu que, embora estivesse lá fisicamente, ele era um estranho entre irmãos. Ele não conhecia a dor de quem sentava ao seu lado. A Bíblia é clara: “Vós sois o corpo de Cristo” (1 Coríntios 12:27). O corpo sente, o corpo move-se e o corpo apoia-se. Um membro isolado não sobrevive.
2. O Alerta de Éfeso: O Perigo da Rotina
A igreja de Éfeso (Apocalipse 2) era exemplar: tinha doutrina, paciência e não aceitava o erro. No entanto, Jesus fez um aviso severo: “Abandonaste o teu primeiro amor.”
Uma igreja pode ter:
- Luzes e som de última geração;
- Programação impecável;
- Bancos cheios…
- …e ainda assim estar morta por dentro.
Se o amor — que se traduz em perdão, serviço e comunhão real — esfria, o prédio torna-se apenas um monumento vazio.
3. A Pergunta que Não Quer Calar
Se soubesse que hoje seria o último encontro, quem você procuraria para:
- Pedir um perdão sincero?
- Dar aquele abraço que foi adiado?
- Dizer que aquela pessoa é importante na sua caminhada?
Não precisamos esperar pelo fim para começar a viver o essencial. O cristianismo nunca foi um caminho solitário, mas uma jornada de mãos dadas.
Conclusão: Ainda há tempo
As portas ainda estão abertas. A misericórdia de Deus renovou-se esta manhã. Que possamos deixar de ser apenas “frequentadores de eventos” para nos tornarmos a Igreja Viva, cheia de graça e de verdade.
A igreja é preciosa porque pertence a Cristo. Valorize-a enquanto há o “hoje”.
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